Um caso real relatado por um criador ilustra um dos problemas mais frustrantes do manejo reprodutivo: um galo de 3 anos que não demonstrava nenhum interesse em cobrir as fêmeas, mesmo após intervenções como suplementação de testosterona e a introdução de galinhas receptivas. As respostas de criadores experientes ao caso reúnem um roteiro prático de investigação, útil para qualquer criador enfrentando problema semelhante.
Primeiro passo: confirmar que o problema é real
Antes de qualquer diagnóstico, vale confirmar que os ovos realmente não estão sendo fertilizados — alguns galos cobrem as fêmeas nas primeiras horas da manhã, fora do horário em que o criador costuma observar o plantel. Um teste de fertilidade nos ovos (ovoscopia após alguns dias de incubação) é o primeiro passo antes de assumir que há um problema real.
Segundo passo: inspeção física
Segundo Mike Gilbert, o próximo passo é inspecionar a região da cloaca do galo em busca de obstruções, parasitas ou acúmulo de fezes que possam estar impedindo a cobertura bem-sucedida. Problemas físicos simples nessa região são uma causa comum e facilmente corrigível de baixa fertilidade.
Manejo reprodutivo recomendado
John W. Blehm reforça um conjunto completo de boas práticas de manejo para a temporada reprodutiva:
Quando considerar causa hereditária
Outro criador consultado no caso alertou para a importância de manter linhas reprodutivas reserva no plantel — caso a baixa fertilidade persista mesmo depois de descartadas causas físicas e de manejo, pode se tratar de uma questão hereditária, que merece investigação cautelosa antes de insistir em novas tentativas de reprodução com o mesmo indivíduo.
Resumo do roteiro de investigação: 1) confirmar que a infertilidade é real via ovoscopia; 2) inspecionar fisicamente a região da cloaca; 3) revisar ração, água, penas e programa de luz; 4) só então considerar causa hereditária e decidir sobre a permanência do reprodutor no plantel.
Fonte: Mike Gilbert e John W. Blehm, criadores parceiros. © Ameraucana Brasil Poultry.