A história oficial da Ameraucana
Sobre este resumo Este texto é um resumo e adaptação do relato histórico oficial escrito por Michael K Gilbert, publicado no Ameraucana Handbook (Ameraucana Alliance) e atualizado em 2018. O documento completo é extenso e protegido por direitos autorais — aqui trazemos apenas os fatos e a linha do tempo essenciais, para fins educativos.

A Ameraucana não deve ser confundida com a Araucana sul-americana, sua parente mais distante: a Araucana chilena — sem cauda, muitas vezes tufada — chegou aos Estados Unidos nas décadas de 1920 a 1940, mas foi só a partir do cruzamento dessas aves de "ovo de Páscoa" com linhagens de cor padronizada que surgiu, décadas depois, a raça que hoje chamamos de Ameraucana.

Da Araucana à Ameraucana

A genética do ovo azul remonta a uma mutação sul-americana antiga, que insere um retrovírus responsável pela produção de biliverdina — o pigmento azul da casca. Reportagens da National Geographic de 1927 e 1948 já documentavam esse fenômeno, incluindo a tentativa (mal sucedida a princípio) do avicultor Ward Brower de importar Araucanas puras do Chile em 1930. A American Bantam Association reconheceu variedades de Araucana bantam já em 1965, mas a American Poultry Association (APA) só reconheceu a raça em 1976 — e apenas nas variedades tufada e sem cauda, gerando anos de debate entre criadores que também trabalhavam com aves de cauda e barba.

A fundação do clube (1978)

O Ameraucana Bantam Club nasceu em 1978, a partir do contato entre Don Cable (Califórnia) e Michael K Gilbert, autor do relato original, depois de Cable ver uma foto de aves "American Araucana" cor de trigo numa exposição em Iowa. Jerry Segler (Illinois), Ken Carpenter, Harry Cook e outros se juntaram como membros fundadores. O nome "Ameraucana" surgiu de uma votação nesse mesmo ano — Ken Carpenter sugeriu "Ameruacana", e Gilbert corrigiu a grafia na cédula para "Ameraucana", nome que venceu a votação.

A Ameraucana não foi desenvolvida diretamente de importações de Araucana, como muitas vezes se diz — mas do cruzamento de aves de "ovo de Páscoa" com linhagens de cor padronizada e uniforme, ao longo das décadas de 1970 e 1980.

Reconhecimento oficial

Jerry Segler desenvolveu boa parte das primeiras linhagens de cor a partir de matrizes de Ralph Brazelton (Kansas). Em novembro de 1983, uma prova de qualificação no Ohio National reuniu seis criadores e 70 aves bantam em sete variedades — um passo decisivo para o reconhecimento pela APA e ABA. As galinhas Ameraucana de grande porte, por sua vez, nunca passaram por uma prova de qualificação própria: a APA as aceitou "de carona" no padrão já escrito para as bantams, decisão anunciada no encontro nacional de 1984, em Milwaukee.

Os nomes por trás da raça

Além de Cable, Segler e Gilbert, o relato credita como pioneiros John Blehm (Michigan) — que assumiu a secretaria do clube diversas vezes e foi o primeiro a desenvolver a variedade Lavanda de grande porte —, além de Wayne Meredith, Arne Schmidt, Barbara Campbell, Jim Fegan, Bob Rennolet e as secretárias Jeanne Trent, Jeannette Frank e Michael Muenks, que mantiveram o clube funcionando ao longo dos anos.

Fonte: Michael K Gilbert, "A história oficial da Ameraucana", Ameraucana Handbook, Ameraucana Alliance (2016, atualizado em 2018). Direitos reservados ao autor e à Ameraucana Alliance — resumo publicado com autorização.